A Tese de Investimento da Bossanova

A Tese de Investimento da Bossanova

Se você está procurando investimento para sua startup, o primeiro passo é entender o que é uma tese de investimento 

Uma Tese de Investimento de um VC é um conjunto geral de crenças baseadas em uma estratégia que usam para indicar se devem ou não fazer um determinado investimento. Ela fornece uma orientação por escrito de quando tomar uma ação e por quê. 

Em resumo, é como um VC escolhe suas startups 

O que faz parte de uma tese de investimento? 

É muito comum teses serem baseadas em alguns parâmetros que auxiliam os investidores na tomada de decisão.  

Algumas dão uma relevância maior para questões geográficas, outras levam o estágio da startup e seu business model mais em consideração e ainda há outros que acabam não segmentando em modelo ou estágio, mas gostam de ser mais setorizadas e aproveitar a expertise em uma indústria ou vertical de mercado. 

Esses são alguns parâmetros comuns em teses de fundos VC: 

  • Setor de atuação 
  • Modelo de negócio 
  • Tamanho de receita 
  • Valuation 
  • Tecnologia 
  • Estágio do negócio / Maturidade 
  • Estratégias de saída 

Como a bossanova define sua tese de investimento 

Na Bossanova definimos nossa tese de investimento levando em conta os seguintes parâmetros: 

Estágio de Investimento: Pre-Seed e Seed. Nossos cheques são de R$100k a R$500k, com possibilidade de co-investimento com outros fundos e investidores anjo 

Modelo de Negócio: Apenas startups B2B e B2B2C. Preferimos modelos SaaS e que sejam sinérgicos ao portfólio 

Nível de Validação: Startups que tenham encontrado o PSF (Product Solution Fit) 

Faturamento mínimo: Receita mensal acima de R$20 mil, sendo preferencialmente recorrente. 

Exclusões: Não investimos em modelos B2G, E-Commerce (venda de produtos), games e hardware 

Tese de investimento e estágios da jornada de captação 

Antes de nos aprofundarmos em cada um desses parâmetros e entender o racional por trás da tese, é importante destacar o momento em que entramos dentro da jornada de captação de uma startup. Nós nos posicionamos no que chamamos de “Early Stage”, participando de rodadas pre-seed ou seed, com possibilidade de co-investimento com outros fundos ou anjos.

Fonte: Pesquisa de valores típicos de aporte e valuation realizada pela plataforma JUPTER 

Como foi criada a tese da Bossanova 

Muitos nos perguntam sobre os parâmetros da nossa tese: “por que não investem em B2C?”, “Qual o problema com startups de games?”, “Há algum motivo específico para não investirem em startups que tenham hardware na operação?”. 

Cada um dos pontos de nossa tese tem sua devida explicação: 

Vamos começar pelo estágio de investimento:

1- Estágio de Pre-Seed e Seed 

Esse é um ponto de bastante importância na tese de investimentos da Bossanova, pois foi um direcionamento estratégico de investimento e posicionamento que os fundadores João Kepler e Pierre Schurmann adotaram lá em 2015.  

A estratégia surgiu a partir de estudos desenvolvidos com base em grandes players como Kauffman Foundation, 500 startups, pitchbook e também de outras entidades mundiais. A análise desses players mostrou uma oportunidade no Brasil de investir em um número elevado de empresas com a ideia de montar um portfólio diversificado de startups ainda em estágio iniciais. Uma abordagem diferente de outros VCs que operavam no Brasil em 2015, e uma oportunidade de se posicionar nesse momento Pre-Seed, assinando cheques de R$100k a R$500k  

2- Momento de operação da startup 

A) Product Solution Fit 

Em relação ao Nível de Validação acho que não há muitas dúvidas. A Bossanova investe em startups que tenham de maneira bem clara o PSF (Product Solution Fit) e que já tenham validado todas as suas premissas/hipóteses relacionadas ao problema que estão resolvendo, normalmente são as que começam a demonstrar sinais de tração no negócio. 

C) Faturamento mínimo 

O faturamento é algo que adicionamos em nossa tese recentemente para trazer mais um fator de validação de mercado ao negócio. O MRR(Monthly Recurring Revenue – ou receita recorrente mensal, em português) é uma métrica normalmente utilizada em modelos SaaS que, com um forte crescimento ao longo dos meses e ultrapassando o patamar de R$20k, há sinais de inicio de tração e nos chama a atenção como uma oportunidade interessante de entrada. Além disso, podemos também justificar esse número tomando como base o tamanho de valuation que entramos nesse momento: Visto que investimos em um momento Pré-Seed, é muito comum entrarmos em deals em que o valuation da startup varia de R$3M – R$8M. Para que esse valor de empresa seja justo (na nossa visão), com um MRR menor do que R$20k fica difícil justificar um valuation nesse patamar. 

C) Faturamento mínimo 

O faturamento é algo que adicionamos em nossa tese recentemente para trazer mais um fator de validação de mercado ao negócio. O MRR(Monthly Recurring Revenue – ou receita recorrente mensal, em português) é uma métrica normalmente utilizada em modelos SaaS que, com um forte crescimento ao longo dos meses e ultrapassando o patamar de R$20k, há sinais de inicio de tração e nos chama a atenção como uma oportunidade interessante de entrada. Além disso, podemos também justificar esse número tomando como base o tamanho de valuation que entramos nesse momento: Visto que investimos em um momento Pré-Seed, é muito comum entrarmos em deals em que o valuation da startup varia de R$3M – R$8M. Para que esse valor de empresa seja justo (na nossa visão), com um MRR menor do que R$20k fica difícil justificar um valuation nesse patamar. 

3- Modelos de negócio 

Agora em relação aos modelos que não achamos interessantes de investir (B2C, games, e-commerce, hardware) podemos dizer que a justificativa é baseada na necessidade de capital intensivo desses modelos. Mas o que seria isso? 

No caso de games, B2C e E-commerce, a diferença desses modelos de negócio para o B2B ou o B2B2C é a grande dificuldade e custo que existe para aquisição de clientes.  

É natural que para uma early stage operando nesse modelo conseguir um crescimento considerável, ela precisa queimar caixa em uma proporção maior com estratégias de marketing e vendas, enquanto modelos B2B realizam vendas mais consultivas e que demandam mais esforços da própria equipe comercial. Além disso acreditamos que, caso a empresa atue em um modelo B2C e demande esse capital intensivo, é possível que o tamanho de nosso cheque acabe não atendendo completamente a necessidade da startup. 

Já as startups de hardware normalmente demandam um capital intensivo para desenvolvimento dos produtos. Principalmente em estágios iniciais, há uma grande dificuldade das startups ganharem escala com logística de produção e desenvolvimento das primeiras unidades do produto. 

Caso tenha acabado de conhecer a Bossanova e acredita que seu business tenha um fit legal com a nossa tese, faça a inscrição de sua startup através da página: https://www.bossainvest.com/startups/