O governo lançou recentemente um programa de investimentos em projetos de inovação que deverá receber R$ 200 milhões por ano e beneficiar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias para aumentar a produtividade de empresas do setor automotivo.

Em um mercado com muito potencial para inovação, a iniciativa privada também manifesta interesse em contribuir no desenvolvimento e avanço de novas soluções e tecnologias disruptivas para cadeia automotiva e de transporte logístico — já que ainda são tímidas as ofertas de soluções capazes de apoiar a transformação digital das empresas desses segmentos.  

Essa é a proposta da TegUP Ventures, a aceleradora de startups criada pela Tegma Gestão Logística, que selecionou recentemente a segunda empresa que irá receber o aporte financeiro do programa. A eleita  foi a Rabbot, startup que desenvolve um software, com tecnologia de automação, aplicado à gestão de frotas e ativos móveis. 

No mercado há apenas três anos, a Rabbot já tem no portfólio grandes clientes como Movida, Grupo Petrópolis e Porto Seguro, somando mais de 400 mil veículos por mês gerenciados na plataforma. Quanto à negociação com a TegUP, o aporte será de R$ 3,2 milhões aplicados em pessoas, tecnologia e estrutura da startup.

Tecnologias de automação de processos já estão disponíveis há bastante tempo. No caso da Rabbot, a novidade são as aplicações segmentadas para atender necessidades particulares do setor automotivo, capazes de  tornar digital e automática a cadeia de processos da gestão de frotas e automatizar todas as etapas do ciclo de vida dos veículos. 

Com uma plataforma SaaS (software as a service) aliada ao aplicativo de checklist digital, a Rabbot atua como um orquestrador dos desafios operacionais da gestão de veículos, ocasionados por processos analógicos e que não são escaláveis, como o uso de checklists de papel para controle da operação. Tradicionalmente esse modelo implica altos custos, grandes perdas e ineficiência operacional, sendo que quanto maior a frota, maiores os prejuízos e a dificuldade de gerenciar.  

A metodologia da Rabbot opera com uma lógica inversa e que rompe com esse paradigma: quanto maior a frota, maiores as possibilidades de economizar e ganhar eficiência com a automação inteligente na plataforma. 

O método é estruturado em três pilares: a coleta digital dos dados da frota, a organização da informação e a automação dos processos por meio de tecnologia IPA (Intelligent Process Automation). A plataforma utiliza informações dos veículos como gatilhos para criar automações de forma personalizada, de acordo com o tipo de operação de cada empresa. 

Segundo Bruno Pelikan, CEO da Rabbot, é importante sublinhar que a plataforma é hospedada na nuvem, oferecendo a automação inteligente de processos como serviço, de forma completa e simples, a qualquer usuário e empresa da cadeia automotiva ou de transporte logístico.

“A nossa plataforma permite que os usuários obtenham os benefícios inerentes à tecnologia IPA, mas com custo reduzido, escalabilidade praticamente infinita — quanto maior a frota, mais possibilidades — e um tempo drasticamente menor para o retorno financeiro”, explica o fundador. O custo para uso do modelo SaaS é definido pelo número de veículos ou ativos cadastrados. 

“Com aplicações muito específicas de tecnologias como RPA e competências integradas de Inteligência Artificial, na plataforma somos capazes de simplificar a automação de processos complexos e reduzir os custos da gestão de frotas significativamente. Temos casos comprovados de empresas que adotaram nossa ferramenta e aumentaram em até 9 vezes a eficiência operacional”, afirma Pelikan.

Startup que automatiza a gestão de frota recebe investimento de 3,2 milhões

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